quinta-feira, 17 de março de 2011

Mãe Sofrida


Aquele olhos cheio d'água
aquela barriga cheia de nada,
uma terra repleta de minas
onde a paz foi mutilada..

Por massacres e pela desunião
por grandes burgueses
pelas mãos dos gigantes (filhos da puta)
que manipulam o poder
sobre todas as naçoes..

Crianças sentadas,
esperando um dia
esperando um fim..
Pequenos instantes
dentro de uma fome eterna
momentos de angústia
em uma terra parada,
 estática

sem giro ou rotação
onde os dias não passam
onde não se contam
horas ou minutos,
muito menos estações.

Onde o sol queima mais forte
e as marcas
ficam no coração,
de uma população doente
de uma população
muito mais que carente..

Carente,
de atenção
de uma mão
Carente,
de um sorriso
de um molde do paraíso,
ou apenas um esboço para desenhar..

Sonhos perdidos
uma beleza única
um inferno desmerecido.

Vento quente trazendo fome
Terra rachada regada a lágrimas 
e uma cova
anúnciando mais uma morte..

Os pequenos se vestem de preto
e o luto negro cobre o sol..
Um risco aberto pelo ódio,
nos joelhos prostados ao chão..

2 comentários:

  1. Realidade, fato que nós doi e corrói! Texto do caralho!

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  2. [i]Foda demais ,expressa bastante a realidadee"

    ResponderExcluir

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